No dia que eu sai de casa avistei Tom, ele era de tom moreno, com aqueles óculos que sempre carregam um ar de canalhice pelo ar. Eu já gostava de Tom sem ao menos notar, os seus trejeitos peculiares faziam meu rosto corar, num tom avermelhado adocicado. Quando suas mãos me tocaram, eu senti meu corpo formigar, e isso fez eu ficar em alerta máximo. Porque antes mesmo de Tom chegar, eu tinha organizado esse templo que é minha vida, construir muros altos para ninguém transpassar. Como se adiantasse, quando Tom chegou deixou algumas coisas pelo chão, era a poeiras dos meus muros. Eu fico com medo dessa gente, que chega se aninhar devagar e sem aviso prévio vai embora, deixando cacos de você pra trás. Essa gente não sabe o que faz. Eu queria que Tom, não fosse embora, não deixasse o caos. Toda vez que eu penso em Tom, em dias de rotinas ou de regras desleais meu corpo esvai, parece uma folha catatonica indo e vindo. O cheiro de Tom é bom , a voz de Tom ecoa parece...