Em um pedaço de papel escrevi "Dance Comigo", deixei dentro do seu armário e corri. Era um convite muito sem jeito. Eu a encontrei em uma aula de natação, apareceu com os cabelos desalinhos, amontoados, em um coque desses que só ele fica bonito. Os cabelos eram vermelhos. Trazia consigo uma bolsa a tiracolo, essas que trazem a vida dentro. Nutria, eu, um sentimento por ela, desde a primeira vez que a vi com aquele walkman nos ouvidos, ela sempre cantarolava músicas do The Who. Apaixonei-me primeiro pelos seus cabelos, mesmo que depois de 5 minutos ela pusesse a touca. Nos intervalos das suas braçadas, ela sempre sorria, foi a segunda coisa que eu me apaixonei, o sorriso. As vezes eu ouvia sua gargalhada, aquilo fazia meu corpo vibrar. No fim, quando saía do toalete, voltava sempre com lápis nos olhos. Foi a terceira coisa que eu me apaixonei. Nas poucas despedidas que tínhamos, nossos olhares se encontravam, era difícil me controlar. A quarta ou quinta coisa que eu me apaixonei, eu já não lembro. Ontem, tomei coragem e deixei o recado, estou ansiosa perto da porta de saída, hoje eu coloquei o batom e já me olhei 19 vezes no espelho. Ela saiu, meu olhos acompanham ela se aproximar. Chegou bem perto, e meu corpo tremeu. Disse bem baixo, no meu ouvido: "Danço!" E assim começamos um romance inusitado, dentro de uma piscina com tom azulado, por ora, esverdeado. Constatei o óbvio, que o amor te escolhe, escolhe com o critério de amar. Sem receita, sem preceitos e algumas vezes sem alarde. O amor não tem classe, gênero, raça, ou qualquer coisa que o valha. O amor te pega e te laça. Com a serenidade dos olhares, com a quietude de palavras que não dizemos e com vontade de ficar. Sara e eu, Manoela.
Em um pedaço de papel escrevi "Dance Comigo", deixei dentro do seu armário e corri. Era um convite muito sem jeito. Eu a encontrei em uma aula de natação, apareceu com os cabelos desalinhos, amontoados, em um coque desses que só ele fica bonito. Os cabelos eram vermelhos. Trazia consigo uma bolsa a tiracolo, essas que trazem a vida dentro. Nutria, eu, um sentimento por ela, desde a primeira vez que a vi com aquele walkman nos ouvidos, ela sempre cantarolava músicas do The Who. Apaixonei-me primeiro pelos seus cabelos, mesmo que depois de 5 minutos ela pusesse a touca. Nos intervalos das suas braçadas, ela sempre sorria, foi a segunda coisa que eu me apaixonei, o sorriso. As vezes eu ouvia sua gargalhada, aquilo fazia meu corpo vibrar. No fim, quando saía do toalete, voltava sempre com lápis nos olhos. Foi a terceira coisa que eu me apaixonei. Nas poucas despedidas que tínhamos, nossos olhares se encontravam, era difícil me controlar. A quarta ou quinta coisa que eu me apaixonei, eu já não lembro. Ontem, tomei coragem e deixei o recado, estou ansiosa perto da porta de saída, hoje eu coloquei o batom e já me olhei 19 vezes no espelho. Ela saiu, meu olhos acompanham ela se aproximar. Chegou bem perto, e meu corpo tremeu. Disse bem baixo, no meu ouvido: "Danço!" E assim começamos um romance inusitado, dentro de uma piscina com tom azulado, por ora, esverdeado. Constatei o óbvio, que o amor te escolhe, escolhe com o critério de amar. Sem receita, sem preceitos e algumas vezes sem alarde. O amor não tem classe, gênero, raça, ou qualquer coisa que o valha. O amor te pega e te laça. Com a serenidade dos olhares, com a quietude de palavras que não dizemos e com vontade de ficar. Sara e eu, Manoela.

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