Confesso que amo aquele par de botas que ele põe na antessala e seu casaco sempre muito pesado. Ele tem ar estéreo e seu cheiro é de cigarro. Ele adentra o apartamento, o som que traz consigo são de notas musicais que ninguém conhece, ele muda o tino e o tom amarelado da luz que ilumina a sala. Traz consigo um ar pueril que mexe com todo meu corpo e cá estou eu olhando de longe seu corpo, sua silhueta sempre... imperfeita traz cicatrizes que só eu sou capaz de entender ou até mesmo sentir. Sua tez é avermelhada, já que ele me pegou no flagra: meus olhos descansados sobre ele. De volta me sorrir, um sorriso aluado, desengonçado e cheio de amor. Confesso que amo toda vez que ele faz isso, porque largo de lado toda preguiça que está no meu corpo para me levantar, e ir até onde ele está só para dizer:
— Sossega meu amor, eu estou aqui.
As luzes se apagam, me vesti de amor bem ali no meio da sala com Lázaro, a sorrir.

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