Eu quero desenhar no teu corpo um caminho que te faça me encontrar nos seus passeios; assim você pode procurar a sua salvação dentro dos meus olhos que brilham feitos estrelas enquanto eu faço poesia sobre seu sorriso.
Eu tenho uma imensidão. Eu não faço cena, eu sou a cena, e quero apresentá-la a ti enquanto você ainda não foi embora e está hesitante em entrar pela porta.
Eu quero amansar seus demônios e te contar, entre os lençóis emaranhados de nós, da minha melancolia sobre a vida. Pousa aqui, que tudo em ti me apetece!
Eu quero mostrar meu sentimento nobre e vagabundo, e abraçar cada átomo de você.
Eu quero que você inunde minha vida, misture a sua com a minha e, em tons amarelados sobre uma aquarela que temos, vamos colorindo cada parte preta e branca que está assolada.
Eu quero seu barulho e seu silêncio, olhar sobre a sua face e poder recitar poesia e, no clichê mais romântico que temos, rir de nós mesmos.
Eu quero bangunçar sua vida, tirar tudo do lugar, ser vendaval porque, desde que entrou na minha vida, eu não sou mais calmaria, tampouco sossego. Eu acendo, queimo.
Você bagunçou minha vida, tirou tudo do lugar; eu demorei tanto de arrumar tudo isso. Eu deixo que você redecore o espaço para que se sinta aninhado.
Te deixo entrar, no ápice na minha insanidade.
Entre logo. Eu já não suporto te esperar.

É uma overdose de sentimentos.
ResponderExcluirResta saber quem poderá suportá-lo, nesse mundo líquido e fragmentado.
Beijo, Lua.