Eu vendia amendoim, mas deveria ser jogador de futebol. Tinha essa consciência no auge e na plenitude dos meus 7 anos, de forma que sabia que estava desperdiçando meus talentos promissores enquanto carregava amendoins pelos ônibus, encarando pessoas que sequer olhavam para mim.
Certo dia, achei uma bola na rua. Foi como uma mensagem de Deus para mim, como se estivesse dizendo "Filho, siga o seu talento". Larguei o isopor de amendoim na mesma hora e segui a iluminação do meu sonho, o sinal divino de que, no futuro, nenhum Messi, nenhum Neymar e nenhum Cristiano Ronaldo seria capaz de se comparar a mim.
E lá estava eu, de frente para o gol, o público gritava e comemorava. O suor escorria pela minha testa num misto de nervoso e empolgação que fazia com que eu sentisse cada pequena parte do meu corpo vibrar no ritmo do público. O goleiro também mostrava grande nervosismo. Chutei a bola com uma precisão e potência tão certeira, que seria impossível o gol não sair.
Eis que, num berro astronômico, a minha mãe me grita. A platéia sumiu, o goleiro sumiu e eu nem tive tempo de olhar a beleza do gol ou até mesmo se este tinha chegado a acontecer. Tinha esquecido o isopor de amendoins em qualquer lugar da rua, perdi o dinheiro do dia e tomei uma surra indescritível.
Eu não era jogador de futebol, eu era vendedor de amendoins, e sempre seria. Já a bola, assim como meu talento para ser um grande jogador, nunca mais revi.
Certo dia, achei uma bola na rua. Foi como uma mensagem de Deus para mim, como se estivesse dizendo "Filho, siga o seu talento". Larguei o isopor de amendoim na mesma hora e segui a iluminação do meu sonho, o sinal divino de que, no futuro, nenhum Messi, nenhum Neymar e nenhum Cristiano Ronaldo seria capaz de se comparar a mim.
E lá estava eu, de frente para o gol, o público gritava e comemorava. O suor escorria pela minha testa num misto de nervoso e empolgação que fazia com que eu sentisse cada pequena parte do meu corpo vibrar no ritmo do público. O goleiro também mostrava grande nervosismo. Chutei a bola com uma precisão e potência tão certeira, que seria impossível o gol não sair.
Eis que, num berro astronômico, a minha mãe me grita. A platéia sumiu, o goleiro sumiu e eu nem tive tempo de olhar a beleza do gol ou até mesmo se este tinha chegado a acontecer. Tinha esquecido o isopor de amendoins em qualquer lugar da rua, perdi o dinheiro do dia e tomei uma surra indescritível.
Eu não era jogador de futebol, eu era vendedor de amendoins, e sempre seria. Já a bola, assim como meu talento para ser um grande jogador, nunca mais revi.
Parabéns pelo conto! Estampa a realidade que assistimos diariamente...
ResponderExcluirQue texto maravilhoso. De verdade.
ResponderExcluirCurto e certeiro, foi uma festa visual.